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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Desencontro  
Teus olhos...
Ah teus olhos...
O que eles me dizem?
Falam tudo e nada
São Tudo e Nada
São teu espelho
Pouco sabes tu...
Eu quero você!
Tente me ouvir...
Queres que eu grite?
Grito!
Todos os meus desesperos e desesperanças...
Minhas lúcidas loucuras...
Sórdidas e perversas!
Digas-me meu nome!
Deixe-me ver teus olhos...
Teus traços me destroem
Todo dia...
Pra ondes olhas
Nestas tardes tão desertas?
Se soubesse
Iria ao teu encontro!
Sem medos ou armaduras...
Simplesmente...
Contigo!
Quando me descobrires
Ah... Verás a força do querer!
Queiras-me
Descubra-me
Prova-me
O doce-amargo
Isso é viver!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

20


Desfazem-se
Tão qual a realidade
Que aqui se faz.
Esvoaçam-se com o medo de sonhar
E sonham que podem se esvoaçar
Quando encontram calmaria
Nunca encontram calmaria
E quando sentem ventania
Sempre se inquietam em alegria
Quase sempre
Mas nem sempre
Sempre quase...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meus


A solidão é tamanha
Que, pra ti daria adeus.
Adeus?

O egoísmo é tamanho
Que, talvez...
Até pra mim...

Só
Fazendo o que se deve
No momento em que não se deve...

Ego
Não fazendo o que se deve
No momento em que se deve...

O cansaço é tamanho
Que, até as horas que virão
Adiantam a despedida.

A frustração é tamanha
Que, os momentos já não se mostram
Como antes, só momentos.

O coração é tamanho
Que, não enxerga seu tamanho...
Que se vê como infinito.

Pobre dele!
Lembrança vaga de que
Até isto é relativo...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

100 Segredos

Veio e disse que vai demorar.
Não fica não...
Tem algo escondido lá no fundo que,
Bem ou mal
Pode ficar em teu lugar.

Já disse que de longe
Até eu sou normal
Mas também não fiz segredo
ao dizer que, se chegares muito perto
Pode ser fatal!

Quando aquela história começar:
- Não me sinto pior
Só diferente
Nem melhor
Apenas diferente
E é bom
E ruim também
E tão relativo
Que me assusta...


Haverá um pedido:
- Feche os olhos
Somente desta forma
Enxergarás
A verdadeira beleza do mundo!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Desconforto

Há um desajuste em meu Ser
Um enjoo em minha Alma
Quando nos noto
Enquanto Seres 
Nem sempre tão Humanos
Ainda assim: Seres Humanos
Tão imperspectíveis 
Diante de nossas gigantes desnecessidades.

domingo, 19 de junho de 2011

Sentidos

Sinto...
Como sinto!
E o que sinto é tão comum.

Vejo onde vejo
E o que vejo me distrai

Sinto o que vejo
(O não ver também)
Só não vejo o que sinto

Sinto, vejo e me pergunto:
Porque mesmo sentindo
O que todos sentimos
Os sentidos se perdem
Neste labirinto fatal?

Eu sonho em ver o sentido disto tudo
E me preparar pro grande final.

domingo, 29 de maio de 2011

Dedicado


Vi-me
Viajando no escuro
E mesmo assim
Não encontrei uma luz a qual seguir.

Ilha
Cercada de gente por todos os lados
E ainda assim
Tendo certeza de que no fundo
Todo Ser é Só!

Olhos encheram-se de lágrimas
E nem mesmo a transparência delas
Revelaram o motivo da angústia...

Houve medo!
E mesmo assim sorri.
Olhei nos olhos
E vi que tudo é passageiro
Senti o sorriso e o abraço...

Olhei o céu
E as estralas confirmaram
Que tudo é infinito.
Em algum lugar, olhei nos olhos
E tanta coisa mostrou-se absoluta!

Senti um Vento forte
Quente Vento
Vento intenso
Passageiro Vento
Passar
Deixando tudo fora de lugar
Procurando par.

Ainda era manhã
Mas a noite se mostrou
E mesmo tendo certeza
De que no fundo
Todo ser é só
A calmaria voltou...

Mas o Vento forte
Quente Vento
Passageiro Vento
Lembra-me de olhar nos Olhos!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Passageira

É uma nuvem
Na direção que o vento lhe impõe
Se dissipa...
E passa... e fica...

Que só voava.
Que se julgou,
Se mostrou e se juntou.

Despedaçaram-na.

- Não! Não quero me despedir de mim!
Ainda que leve
Não me leves contigo.
O mosaico do que é meu
Virá ileso! Ileso!

Sem desculpas que enfraquecem a alma
Forjam-na
E deixam-na daquela forma...
Daquele jeito que o vento lhe impõe.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Combatente


Verdades se confrontam
É misto orgulho e dor
Ele se vai
E não se sabe se é pra sempre...
Nada se sabe!

Descobriu-se:  pode sangrar
A intolerância por ignorância
Dos muitos
Vidas baratas (pobres daqueles)
A constante solidão
E a saudade que fere
E não se sabe se é pra sempre...
Nada se sabe!

Descobriu-se: egoísta
Instinto animal
Distinguiu viver de sobreviver
O orgulho agora se foi
Só a dor ficou
E não se sabe se é pra sempre...
Nada se sabe!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ontem

Ontem :
- Já não adianta sonhar
A aura obscura que rondava a casa
Sorrateira invadiu o nosso quarto

- Dói imaginar
Que possa ser real
Sopraram a tristeza...
Vou sofrer e chorar
Taparei os meus ouvidos
Não consigo escutar!

Ele ainda tem jeito
Ou estou só, mais uma vez
Pensando em bobagens absurdas?

- Como podes só sonhar?
Acreditar que nem mais isso?

- O ontem já passou!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Avesso

Tua fonte é oculta
E as máscaras tantas!
Que o que vem à mente
Estagnado fica!
Minha raiva está suspensa.
Como tudo ao redor!
O que presencio é o avesso
Mas é o que agrada!

Mergulho na ilusão
Pois a cara limpa
Nem sempre faz bem...
Mas é precisa!
Preciso desagradar
Para tornar agradável isto
Isto que nos empurra
Para este abismo.
Mas fala o que agrada!

E ela continua suspensa
Pois passageira é a vida!
Vou contar-te um segredo:
O que pensas é besteira.
Finjas que acredita
Que de bom grado
O mesmo farei.
Como é amargo o teu pesar
Mas apenas
Algumas centenas de vezes
Mais que o meu sorriso!
Não se aflija
Ele também passará!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

QUANDO ACORDAR

Quando eu acordar
Quero te contar os meus segredos
Vou te mostrar que tenho medos
Assim como você
Como qualquer um...

Vou te falar dos vários planos
E te provar que
Apesar de tantos sonhos
A vida é mais que isso!

Quando eu acordar
Vou te olhar nos olhos
E firme, segurar a tua mão
Buscando nisto inspiração
Pra te sussurrar
O quão fraca sou...

Confessarei
As saudades do que nunca vivi;
A vergonha de gente covarde
Como nós;
A afeição por pessoas
Que não conheci pessoalmente,
Mas que me enxergam
Mais que você estando aqui!


Sou uma estranha
Será que se sente assim?
Não? Você não se sente assim?
Pobre de mim
Tentando mudar opiniões
Corretas!
Gente é Gente
Sabes como é...

Revelarei
A admiração por coragem e inteligência!
Mas também...
A falta de condições
(a não ser minha vontade)
De fazer mal a ninguém!
A discordância em silêncio...
Pois a ideia de medição repugna meu ser!
Sabes que a falsidade ronda...
E constantemente te faz rastejar...

O egoísmo (pena...)!
A memória revelada
Quando a quero!
O não suportar esse
Pacto de fingimento
No qual nos encontramos!
O gosto em comparar momentos
Apesar de serem incomparáveis!
A originalidade como não sendo meu forte!
E a existência de atitudes
Que meu raciocínio não atinge!
Que lamentável...

Quais serão tuas suposições?
Pois já vejo o Sol raiando
Sinto o Frio aos poucos passando...
Agora só me resta acordar
E te lembrar que, até as palavras
Têm estórias pra contar!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

CARA E COROA

As faces que te cercam
Fazem-me feliz!
Sabes que
Quem se mostra por inteiro
Perde por um triz!

Veja bem, meu Bem
Não se confunda assim...
A parte que me invade 
É feita de verdade.

Veja bem, meu Bem
Não me confunda assim...
A parte que me toca
É feita de respostas.

SÓ POR ISSO!

Eles vêm aos montes
E não sei o que fazer deles...
Motivo pelo qual 
Faço isto.
Grande parte é lixo!
Mas há quem sobreviva
De lixo!
Bastando para isso 
Reciclá-lo!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Frustração

Não te iludas!
O Amor
Te deixa
Sem chão
Na contramão.
No chão
Por opção.

Por isso, meu bem
Não te iludas...
Isto não é Amor!

"O que pode nascer equivocado
E ser transformado?"